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Sexta, 28 Fevereiro 2014 09:38

Exposição em Piraí homenageia Virgínia Lane, a Vedete do Brasi

Exposição em Piraí homenageia Virgínia Lane, a Vedete do Brasi
A Casa de Cultura de Piraí, abriu hoje, a exposição “De outros Carnavais - Virgínia Lane - A Vedete do Brasil”, composta por um riquíssimo acervo fotográfico e de objetos pessoais da estrela do Teatro de Revista e cinema brasileiros nas décadas de 40, 50 e 60.
 
Virgínia Giacone, nome de batismo, completaria 94 anos, no próximo dia 28, sexta-feira, abertura oficial do carnaval de Piraí. Faleceu no dia 10 de fevereiro passado, no município de Volta Redonda, por falência múltipla dos órgãos, após 8 dias de internação.
 
Moradora do bairro Caiçara, no sítio Meia Laranja, desde a década de 70, Virginia Lane foi uma personalidade ativa e marcante na vida cultural do município, que lhe garantiu uma mostra permanente na Casa de Cultura, expandida no momento a fim de homenagear sua trajetória e contribuição.
 
O coordenador da Casa de Cultura, Hudson Valle, destaca Virgínia Lane como uma das precursoras para a liberdade da mulher no século passado.
 
 
“Quem teve a oportunidade e o privilégio de conhecer Virginia, pode constatar, mesmo com idade avança, sua grande disposição e energia, sempre com uma nova perspectiva de trabalhos e projetos a serem realizados”, completa Hudson Valle.
 
A exposição estará aberta à visitação até 15 de março. Durante o período do Carnaval funcionará no horário das 10 às 16 horas. Durante a semana o funcionamento é das 8h30 às 16h30. Finais de semana e feriados, das 10 às 14 horas.
 
 
Histórico de Virgínia Lane
 
28/02/1920 Rio de Janeiro   -   10/02/2014 Volta Redonda / RJ 
 
(Virgínia Giacone)
Cantora, Vedete e Compositora.
 
Foi interna do Colégio Regina Coeli, dos seis aos 14 anos. Estudou em seguida, no Instituto Lafayette colégio famoso localizado em Botafogo, chegando a cursar o primeiro ano de Direito.
 
Foi uma das artistas de maior prestígio no Governo Vargas que além de ser seu fã, conta-se, chegou a ter um “affair” com ela.  Nos anos 1940 e 1950 era a maior musa do Teatro de Revista.
 
- 1935 - Estreou como cantora no programa de César de Ladeira, na rádio Mayrink Veiga como “Garota Bibelô” aos 14 anos.
 
- 1943 - Cantora e Dançarina à frente das Orquestras  de Carlos Machado, Tommy Dorsey e Benny Goodman.
 
- 1945 - Contratada para temporada na Rádio Splendio e na Boate Tabaris, de Buenos Aires na Argentina e lá permanecendo por três anos.
 
- 1946 - Estreia como dançarina no Cassino da Urca e seu maior sucesso foi a marchinha “Sassaricando”, do Teatro de Revista “Eu Quero Sassaricar” de 1951. Foi eleita pelo Presidente Getúlio Vargas a “Vedete do Brasil”.
 
- 1948 - Vedete na Revista “Um Milhão de Mulheres”, no Teatro Carlos Gomes do produtor português Chianca Garcia. Com o sucesso, foi  contratada por Walter Pinto como vedete no Teatro Recreio.
 
- 1951 - Participou do Filme “Anjo do Lodo” onde aparecia sua silhueta nua refletida na parede sobre uma mesa. A cena foi censurada e o filme perseguido pelo seu detrator Jânio Quadros, que fez da precária produção um sucesso nacional.
 
- 1952 - Eleita Rainha das Atrizes. Nessa época destacou-se também na televisão, especialmente nos espetáculos “Tonelux” da TV Tupi.
 
Virgínia Lane sempre gravou músicas alegres e dançantes. Seu repertório consta  Baiões, Chá-Chá-Chá, Choros, Rancheiras, Foxtrotes, Maxixes e Marchas Juninas. Sua produção foi direcionada para o cenário carnavalesco, da qual possui 43 peças entre sambas e marchinhas.  Todas gravadas em 78 RFM.
 
Fez sucesso no cinema, participando de 37 filmes, na Cinédia e na Atlantida, nas Chanchadas e Comédias Carnavalescas, cantando com astros da época, como Oscarito, Grande Otelo, Ankito e Zé Trindade.
 
Nos anos 1980 retornou a TV como jurada de programa de calouro no programa Silvio Santos. Sua fama de “Vedete do Brasil” a leva a marcar presença em abertura de carnavais na Cinelândia (Rio de Janeiro) e em todo território nacional.
 
Virgínia Lane teve dois casamentos, com o Engenheiro Agrônomo Sérgio Kroff e com o Major Ganio Ganeff.
 
No início dos anos 1970 passou a morar nos arredores da cidade de Piraí no Bairro Caiçara no sopé da Serra das Araras, onde adotou uma filha e viveu até o final de sua vida.
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